Coca-cola aumenta preços das bebidas pela primeira vez em três anos

A Coca-Cola prepara-se para aumentar os preços das suas bebidas para combater o impacto da subida de preços das matérias-primas. O alerta vem do próprio CEO da empresa, James Quincey, que admitiu esta segunda-feira à CNBC juntar-se a outras empresas, como a Kimberly-Clark e a J.M. Smucker, no aumento de preços.

A mudança pretende ajudar nas margens de lucro da empresa, mas pode ocorrer, avança a CNBC, às custas dos consumidores, também fragilizados pelo impacto económico causado pela pandemia.

“Estamos bem protegidos em 2021, mas há uma pressão acumulada para 2022, então terá de haver alguns aumentos de preços”, disse o CEO James Quincey em entrevista à CNBC. “Pretendemos geri-los de forma inteligente, pensando na maneira como usamos os tamanhos das embalagens e como podemos otimizar os preços para o consumidor”, acrescentou.

Durante a crise, a Coca-cola fez mudanças na sua produção, concentrando-se em embalagens maiores a granel para atrair os consumidores que passavam mais tempo em casa. Antes da pandemia, a Coca-Cola e a sua concorrente mais direta, a PepsiCo, vendiam latas e garrafas mais pequenas, que geralmente têm um preço mais alto para o consumidor e são mais lucrativas para o fabricante.

A empresa já tinha subido os preços em 2018, justificado, na altura, pelo impacto das tarifas de alumínio sob a administração do presidente Donald Trump.

De acordo com a CNBC, a Coca-Cola registou, em março, um nível de procura igual ao da pré-pandemia. A empresa sublinha, no entanto, que está a ter uma recuperação global desigual.

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